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Indústria da beleza

No geral, eu me sinto uma mulher bonita, uma mulher atraente... mas eu também me sinto nadando contra uma corrente que endeusa um mesmo tipo de corpo, um mesmo padrão. E pra mim, essa é uma das partes mais difíceis.


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Eu tento me cercar de conteúdos de pessoas mais parecidas comigo, sem tantos procedimentos estéticos, mais “naturais”. Mas é só dar uma fugida da minha bolha que a comparação começa a acontecer e eu me pego pensando “será que eu não ficaria mais bonita se tivesse uma boca mais carnuda? Ou se preenchesse minhas olheiras? Ou se fizesse um botox pra esconder a linha de expressão que se forma na minha testa? E as rugas no canto do olho? Ou quem sabe uma lipo? Um silicone? Uma rinoplastia?”.


E eu não vejo problema em quem faz procedimentos estéticos e quer mudar coisas que não gosta em si, mas eu me questiono muito sobre os porquês. Por qual razão a gente não gosta dessas nossas características e se vale a pena perder nossos traços, nossas heranças genéticas, o que nos faz únicos, pra ficarmos parecidos com todo mundo.


E mais importante: até que ponto vale a pena mexer no que não tem problema e funciona perfeitamente?

O mercado da beleza e de cirurgias plásticas já é o que mais lucra, e é em cima das nossas inseguranças. Quantas outras coisas a gente poderia estar conquistando com nosso dinheiro e trabalho se não gastássemos tanto com estética? Por que essa é uma preocupação majoritariamente feminina? Será que alimentar essa nossa insegurança também não é uma ferramenta de controle?


Enfim, são só algumas coisas que fico pensando e que gosto de compartilhar.

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Olá, que bom ver você por aqui!

Meu nome é Laís Conter. Sou escritora, empresária, modelo, podcaster e designer. Espero que goste dos meus textos.

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