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Vamos naturalizar o afeto casual?

Vocês sabiam que tem como ter afeto nas relações casuais?

Muita gente acredita que só existem duas possibilidades quando se fala sobre sexo:

1) aquela coisa carnal com uma pessoa que tá cagando e andando pra ti e não te respeita

ou

2) fazer amor com a sua alma gêmea, onde estão destinados a viverem o famoso "felizes para sempre".


“Trate ficante como ficante”


E eu pergunto: por quê?


É uma pessoa que se dispôs a ter um encontro contigo, a passar tempo contigo, por que não se permitir dar carinho? Por que não se deixar receber carinho? Por que não dormir de conchinha se tiver vontade? Por que não viajar junto? Por que não viver coisas boas com a pessoa? O que fica das relações (casuais ou não) é a troca e as conexões que tivemos com o outro.


Sexo casual não precisa ser frio

Sexo casual não precisa ser frio ou raso. Muita gente confunde afeto com compromisso e acaba deixando de entregar o melhor de si pras relações. Por medo. Com medo. De sentir, de se vulnerabilizar, de se mostrar de verdade pro outro. Na essência. E sexo também é isso.É troca. É intimidade.


Vulnerabilidade não é fraqueza e se importar com o outro e tratar como gente, dando carinho e atenção não é necessariamente compromisso.

Muitas vezes deixamos de viver uma relação gostosinha porque temos medo que ela fique mais gostosinha ainda.


“Imagina se dá certo? E se depois de um tempo acabar e eu sofrer por isso?”


Esquecemos de viver o presente

A gente tenta a todo custo controlar os sentimentos e esquece de viver o presente. Por que não viver aquela relação que está acontecendo ali no momento? Por que se preocupar tanto com o que significa andar de mãos dadas, dormir de conchinha, mandar meme ou mensagem de bom dia no dia seguinte?


“Coisas de casal"

A gente inventou um monte de rótulos pras coisas. Racionalizamos o que não precisa ser racionalizado e deixamos de viver o que estamos com vontade por pUro medo, por achar que é “coisa de casal”. E o resultado é o pior possível: falta de conexão, de trocas sinceras, de afeto, de cuidado e de intimidade. É a fórmula da desgraça. Deixamos de passar a noite com a pessoa por medo do que ela vai pensar. Não mandamos mensagem pra não sermos julgados “emocionados”. Não curtimos o momento pra não passar a “ideia errada”.


Relações são terminadas por medo ou por suposições baseadas em nada. Pouca conversa, muita suposição. A pessoa acha que a melhor maneira de dizer que não quer uma relação mais séria é sendo fria ou se afastando sem dar esclarecimentos. Enquanto que uma simples pergunta resolveria. E é triste pensar que tanta gente só se permite ser afetuosa quando tem um compromisso ou um rótulo na relação. O quanto se perde com isso?

"Quando for se despir, faça um favor a si mesmo – fique nu por inteiro.

Com compromisso ou casual, sexo é isso."

- Cristina Souza


Afeto é afeto.

Carinho é carinho.

E não deveria ser medido.


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Olá, que bom ver você por aqui!

Meu nome é Laís Conter. Sou escritora, empresária, modelo, podcaster e designer. Espero que goste dos meus textos.

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